quarta-feira, 8 de julho de 2009

O inferno é você

Sabe, caro leitor, eu estava no msn um dia desses e por alguma razão chegamos a uma afirmação de Sartre: "O inferno são os outros". Creio que isso não seja verdade, senão estaríamos de uma maneira bem interessante: Você se levanta pela manhã e ao vir para a universidade depara com o professor. Nessa situação você seria a pobre alma e o professor o próprio capeta, já que estamos todos no meio dos outros, ou do inferno, como queira.
Ironias a parte, caro leitor, o que realmente é de incomodar é a incapacidade das pessoas em viver em sociedade. Quando você não penteia o cabelo e sai na rua é claro que os outros vão olhar, apontar e rir, logo não espere que ao sair na rua dessa maneira que os outros fiquem impassivos como sempre, espere ser notado. É claro que sempre tem o retardado que faz coisas ridículas e acha que ninguém vai ver ou achar estranho, tipo aqueles seus amigos mais underground, ou você possivelmente.
Outro exemplo clássico que pode ser dado é a fofoca. Gente que futrica tem em todo lugar, isso é praticamente uma verdade universal da física, mas tem quem ache que nunca vai ser alvo de fofoca, ao ponto de não prestar atenção ao que faz em público. É o caso de quem ficou com a ex-namorada do melhor amigo 'às escondidas' no meio de uma festa e fica bravo quando no dia seguinte estão todos comentando sobre o que aconteceu, ou sobre o que disseram que aconteceu (já que é obvio que nem toda a fofoca que chega é verdade, juro, caro leitor), em suma, é claro que ia dar merda.
Outra coisa que me incomoda bastante, e que eu acho sinceramente ridículo é culpar os outros por coisas que aconteceram apenas pela irresponsabilidade de si próprio. Como quando você vai mal em uma prova e diz que tudo foi culpa dos seus vizinhos, que não deixaram você dormir em paz na véspera ou então a culpa é do professor, que deu uma prova muito difícil. Mas mesmo que isso realmente fosse verdade, quem estudou pouco foi você. E mesmo que estudou muito pode ter não estudado como deveria, tipo estudou assistindo o jogo do Corinthians na Globo ou então simplesmente tentou decorar 30 equações absurdamente complicadas sem sequer prestar atenção para o que serviam, é claro que ia dar merda.
É como por a culpa no forno pelo não crescimento do bolo sem sequer 'lembrar' que o fermento não foi posto na massa, como sempre, é claro que ia dar merda.
Então eu proponho um exercício muito interessante. Pense na última coisa que lhe desagradou e veja se você não poderia dizer "é claro que ia dar merda".

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